The Holy Mountain: O Filme Censurado de Jodorowsky
- Vespeiro
- 25 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 22 horas
Você sabia que The Holy Mountain é considerado um dos filmes mais perturbadores e controversos da história do cinema?
Dirigido por Alejandro Jodorowsky e lançado em 1973, o longa se tornou um marco do cinema experimental, tanto pela sua estética impactante quanto pelas ideias ousadas que apresenta.
Financiado por John Lennon e Yoko Ono, o filme nasceu em um contexto de intensa efervescência cultural e espiritual.

A narrativa acompanha um personagem conhecido como “o Ladrão”, uma figura que remete simbolicamente a Cristo, e que embarca em uma jornada de autoconhecimento ao lado de um alquimista enigmático. Durante essa trajetória, eles reúnem personagens que representam os planetas do sistema solar, cada um deles carregando críticas contundentes ao poder político, à religião institucionalizada, ao consumismo e ao ego humano.
Uma Obra Onde Nada é Literal
Em The Holy Mountain, nada deve ser interpretado de forma superficial. Cada cena é construída como um mosaico simbólico, repleto de rituais, imagens perturbadoras e metáforas que abordam temas como iluminação espiritual, controle social e a desconstrução de verdades impostas. A estética é deliberadamente desconfortável, provocando o espectador a questionar suas próprias crenças e referências.
Os bastidores do filme também contribuíram para sua fama. Durante as gravações, Jodorowsky submeteu parte do elenco a experiências reais, incluindo jejuns, rituais simbólicos e o uso de substâncias psicodélicas. Muitas cenas que parecem encenação carregam, na verdade, vivências autênticas experimentadas no próprio set, algo que reforça o caráter quase ritualístico da produção.

Polêmicas e Censura
O impacto visual e temático do longa levou à sua proibição em diversos países. As imagens explícitas, a violência simbólica e as críticas diretas à religião, ao capitalismo e às estruturas de poder tornaram a obra alvo de censura. Mais do que chocar, o filme incomoda por desafiar narrativas prontas e rejeitar interpretações simplistas.
Um Final Que Quebra Todas as Expectativas
O momento mais surpreendente acontece nos instantes finais, quando Jodorowsky rompe a “quarta parede” e revela ao público que tudo aquilo é apenas um filme. Esse gesto não diminui a experiência, pelo contrário, amplia sua proposta ao lembrar que o cinema também é uma construção, uma ilusão cuidadosamente arquitetada.
Mais do que uma história para assistir, The Holy Mountain é uma experiência visual e sensorial. Um filme que provoca e permanece na mente do espectador.



